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Diálogo Nacional Inclusivo encerra fase de auscultação com ampla participação social e avança para etapa “ruralizada”

A primeira etapa do Diálogo Nacional Inclusivo (DNI), conduzida ao longo de 2025, foi oficialmente encerrada com um balanço considerado positivo pela Comissão Técnica responsável pelo processo. Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira (09), no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, o Presidente da Comissão Técnica, Edson Macuácua, destacou o elevado envolvimento da sociedade civil, dos partidos políticos e de diversos sectores, superando cepticismos iniciais.

De acordo com Macuácua, o diálogo consolidou-se como um espaço cívico fundamental para o exercício da cidadania e para o reforço da coesão nacional. “Registámos uma apropriação notável do processo pela sociedade, com múltiplas iniciativas próprias, tanto espontâneas como estruturadas, que garantiram uma participação ampla e representativa”, afirmou.

A fase concluída engloba sessões de auscultação realizadas em todas as províncias do país e na diáspora, além de mesas-redondas com personalidades de diversos sectores e eventos específicos dirigidos a grupos como mulheres, jovens e pessoas com deficiência. Todos os partidos políticos com assento parlamentar apresentaram contribuições, individualmente ou em conjunto.

Para 2026, a Comissão Técnica anunciou uma nova fase designada de “ruralização” do diálogo. Entre Março e Maio, o processo será descentralizado e levado aos postos administrativos e localidades, com especial foco nas zonas rurais. O objectivo é assegurar que as populações menos urbanizadas tenham igual oportunidade de participar e influenciar o debate sobre o futuro do país.

“Queremos assegurar que o retrato final seja o mais fiel possível à diversidade de perspectivas existentes em Moçambique”, declarou Macuácua.